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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

7 Erros que o RH não deve cometer

 



Trabalhar com recursos humanos além de ser desafiador, é algo que requer bastante dedicação. Muitos profissionais de RH têm buscado especializar-se para cada vez mais promover de forma positiva a gestão de pessoas dentro das organizações.
 
As possibilidades de atuação e de asserto são inúmeras, assim como, as chances de revés e de erro. Eu, por exemplo, já errei muito no planejamento de determinado projeto, na implantação de determinada ação e até mesmo por falta de conhecimento e maturidade profissional.

Acredito sim que o erro faz parte do processo de evolução, mas pensando em minimizar os danos que eles podem causar, e até mesmo otimizar a atuação de todos aqueles que desejam ser mais assertivos na profissão, reuni os 7 erros que o RH não deve cometer. 

1. Não entender do negócio

É muito comum no RH e muito comum nos demais setores da organização, as pessoas não conhecerem o negócio em sua totalidade. o profissional de recursos humanos precisa conhecer o plano estratégico da empresa, seus processos, seu produto e como a engrenagem funciona. As ações do RH devem estar alinhadas ao plano estratégico da organização.

2. Recrutar e selecionar pessoas através de informações subjetivas

Fazer uso apenas no "filem" ou da intuição pode comprometer sobremaneira essa rotina que é essencial para o sucesso do  negócio. Ser assertivo no recrutamento e seleção significa mapear competências e mensurar comportamento. Quanto mais dados o recrutador tiver para realizar sua escolha na contratação, menor será as chances de erro.

3. Não ter os líderes como parceiros

Não só a liderança mas todos os colaboradores precisam ser parceiros do RH. Muitas vezes o departamento de recursos humanos é visto como um setor ameaçador, um setor que burocratiza ou trás dificuldades e isso acaba comprometendo a ampliação das ações do RH. A medida que a liderança apoia, e os colaboradores tem uma percepção mais positiva, a ideia da gestão de pessoas e os objetivos da área são melhores disseminados.

4. Ser apenas reativo

O RH precisa se programar. É necessário ter um planejamento para estruturar melhor os processos e não ser apenas um "apagador de incêndios" reagindo a alguma demanda ou tendo que responder sempre de forma imediata. Organizar os processos através de politicas bem definidas torna o RH mais propositivo minimizando os imprevistos ou o excesso de demandas urgentes.

5. Não mensurar

A área de recursos humanos só se torna estratégica, só consegue participar das decisões com maior peso de influencia quando ela mensura os resultados. É Através da analise de dados que o RH consegue avaliar certos fenômenos de comportamento e de competências utilizando indicadores como clima organizacional, avaliação de desempenho, turnover, custos x faturamento, headcount, absenteísmo, hora extra, treinamento e desenvolvimento, leadtime, etc.

6. Má execução do processo de integração (onboarding)

Integrar bem é tão importante quanto recrutar e selecionar. Todavia, alguns acabam negligenciando essa etapa que é crucial para o novo colaborador entender a cultura da empresa, sentir-se bem recebido, sanar as dúvidas e realizar os treinamentos que irão permitir uma melhor adaptação e um melhor desempenho em seu período inicial de experiência.

7. Não conversar com as pessoas

Pode parecer clichê falar que o RH deve conversar com as pessoas, mas essa falta de comunicação acaba sendo comum em alguns casos. Entender de perto as necessidades dos colaboradores, tal como o clima organizacional é necessário para uma gestão de RH mais assertiva. A comunicação deve ser uma via de mão dupla. Os profissionais de recursos humanos também deve manter esse contato com os demais setores e suas equipes afim de estabelecer vínculos de confiança e oportunidades de parceria.

Por fim, não se desespere!

Ninguém precisa se desesperar se já cometeu ou está cometendo algum tipo de erro em sua vivencia profissional. Como disse no inicio, acredito que o erro faz parte do processo de desenvolvimento e amadurecimento da carreira. No começo, eu tinha muito medo de errar, me cobrava muito, ficava angustiado e isso me desgastava demais. O lado bom, é que toda essa pressão me fazia buscar ter mais foco, mais atenção na tarefa e estudar com mais profundidade o assunto.

Penso que a cobrança pessoal pode ser eficiente e deve sim existir, mas não de forma exagerada, a ponto de comprometer nossa saúde emocional. Vale sempre a pena buscar minimizar as chances de erro, mas com equilíbrio. Se errou, reconheça seu erro, reflita sobre ele e o mais importante, aprenda! Assim, teremos uma grande condição de ser um RH de sucesso. 

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Osvaldo Melo é psicólogo de formação com MBA em gestão de pessoas e coaching; vem atuando de forma generalista na área organizacional com gestão, planejamento e controle dos diversos processos e subsistemas de RH. Idealizador do blog RH Acima da Média, atualmente ministra disciplinas na pós graduação em gestão de pessoas da UNIFACOL e  FAFIRE, também realizando palestras no âmbito das relações humanas, liderança e desenvolvimento profissional.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Estruturando o processo de recrutamento e seleção

 


O desenvolvimento de um processo de R&S estruturado é essencial, não só para fomentar o processo de renovação cultural e revisão da estratégia da empresa, mas para ajudar aos líderes e ao Recursos Humanos (RH) a trazer as pessoas certas para o lugar certo. Esse processo estruturado também apoia o fortalecimento da imagem institucional como uma empresa atrativa no mercado de trabalho.

Sua correta utilização pode gerar diversas vantagens, como adequação de seus colaboradores a seus cargos, facilitando a motivação e a produtividade, redução da necessidade de treinamento, redução da rotatividade de pessoal, entre outros.

Minimizar o risco de insucesso de um processo de R & S tornou-se prioridade na área de RH, principalmente considerando a falta de conhecimento sobre as características culturais e desafios das empresas.

Conceito

O R&S é o processo de busca, avaliação e seleção de profissionais, cujo perfil mais se aproxima ao conjunto de competências considerado ideal para a empresa. É um processo comparativo, que analisa cada candidato frente ao perfil necessário (requisitos para o cargo, conhecimentos técnicos e competências) para o cargo em análise e em relação aos demais candidatos.

Etapas do recrutamento e seleção

Abertura da vaga

A abertura da vaga se dará após aprovação oficial conforme critério e disponibilidade orçamentária de cada departamento e alinhamento entre gestor solicitante e a área de RH, podendo ser motivada por uma substituição ou pelo aumento de quadro.

É importante que a solicitação da vaga contenha: cargo, remuneração, área destino, atividades, pré-requisitos (experiência, escolaridade, conhecimentos técnicos e específicos, entre outros), tipo de contrato de trabalho (efetivo, temporário, prestação de serviço, etc.) e motivo da contratação.

Recrutamento

1. Divulgar da vaga, interna e/ou externamente, contendo os requisitos definidos anteriormente, por meio dos canais de comunicação utilizados pela entidade.
2. Triar os currículos recebidos que atendam o perfil solicitado, os quais podem ser validados posteriormente pelo gestor solicitante.
3. Após a triagem dos currículos, os candidatos serão contatados, com o objetivo de ratificar o seu interesse na vaga, checar informações necessárias e convidar para permanência no processo.

Seleção

1. Processo de escolha do(a) candidato(a) mais adequado(a).
2. De forma geral, as etapas da seleção consistem em aplicação de provas, dinâmicas, avaliação de habilidade e psicológicas, entrevistas e outras.
3. Conforme as necessidades e características da posição que está sendo preenchida, serão investigados aspectos comportamentais, habilidades e conhecimentos específicos.

Ferramentas

• Provas/testes
As provas ou testes podem ser de assuntos gerais e/ou específicos, tendo por objetivo medir o grau de conhecimento técnico e prático dos candidatos. Exemplos: informática, cálculos, utilização de equipamentos/máquinas, redação, português, etc.

• Ferramentas de Assessment
São ferramentas que visam o mapeamento de perfil, mensurando e avaliando características específicas do indivíduo, suas reações a determinadas situações e modo de relacionar-se.
Atualmente, existem ferramentas de análise comportamental, motivadores, inteligência emocional, entre outras dimensões, oferecidas no mercado. O assessment poderá ser substituído por testes psicológicos, os quais só podem ser aplicados por Psicólogos.

• Dinâmica de Grupo
A dinâmica é utilizada para identificar comportamentos tais como liderança, capacidade para atuar em equipe, dinamismo, comunicação e outras competências comportamentais.

• Entrevista
A entrevista busca contribuir na escolha do candidato através de perguntas que objetivam avaliar o perfil profissional, investigar competências, esclarecer fatos e impressões que surgem ao longo do processo seletivo.

Sugestão de estruturação para entrevistas

Preparação: 
1. Elaboração prévia das perguntas a serem feitas;
2. Definição do tempo de duração da entrevista, bem como a escolha de um local apropriado, que evite interrupções.

Abertura: 
1. Pontualidade, mostrando respeito pelo candidato;
2. Criação de um clima positivo, sendo simpático e cordial na recepção, iniciando uma conversa geral, como por exemplo a facilidade na localização da empresa, o trânsito, como soube da vaga, etc.

Desenvolvimento: 
1. Clareza nas perguntas e objetividade nas respostas ao candidato;
2. Condução da entrevista de modo que o candidato sinta-se com liberdade para expressar o s fatos as eu modo, evitando prejulgamentos, suposições e conclusões precipitadas.

Encerramento: 
1. Disponibilidade para esclarecer dúvidas do candidato;
2. Explicação dos próximos passos do processo de seleção;
3. Agradecimento ao candidato pelo tempo dedicado à entrevista.

Emissão de parecer:
1. Elaboração pela área de RH de parecer sobre os candidatos, consolidando as informações obtidas no processo seletivo, subsidiando o gestor para a escolha do candidato.

Finalização do processo

A comunicação ao candidato aprovado deve conter a remuneração definida e possível data de admissão. Se aceito, deve-se comunicar ao gestor o encerramento do processo.

Se o processo tiver sido conduzido por empresa externa especializada, o feedback formal aos candidatos não aprovados deve ser feito pela mesma e acompanhado pelo RH. Caso o processo tenha sido conduzido internamente, deve-se proceder a comunicação aos candidatos não aprovados, através de envio de e-mail de agradecimento pela participação e informar o encerramento do processo.

Recomenda-se que para os finalistas não aprovados, a comunicação pode ser mais detalhada, explicitando os aspectos analisados e os pontos a desenvolver, enfatizando que o mesmo continua no banco de dados de candidatos para futuras vagas. Algumas empresas utilizam o “cadastro reserva” válido por um determinado tempo, em que caso haja outra vaga em que o candidato se encaixe perfeitamente, não há a necessidade de passar por todo processo seletivo novamente.

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Osvaldo Melo é psicólogo de formação com MBA em gestão de pessoas e coaching; vem atuando de forma generalista na área organizacional com gestão, planejamento e controle dos diversos processos e subsistemas de RH. Idealizador do blog RH Acima da Média, atualmente ministra disciplinas na pós graduação em gestão de pessoas da UNIFACOL e realiza palestras no âmbito das relações humanas, liderança e desenvolvimento profissional em escolas, faculdades, institutos, igrejas e empresas.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

RH como parceiro do negócio

Business Partner em Recursos Humanos

As mudanças sociais, tecnológicas e econômicas impuseram às empresas um repensar constante na forma de gerenciar pessoas. 

Com todas as exigências do mundo corporativo atual, foi surgindo a necessidade de uma estrutura organizacional mais enxuta e ágil que atuasse com foco em resultados.

A gestão de pessoas também foi exigida e conquistou espaço, a partir do momento em que o ser humano passou a ser considerado como o principal capital ativo das organizações.

Diante disso, e de uma economia globalizada, cada vez mais competitiva e desafiante, surge a necessidade de elaborar e aplicar uma administração de pessoal mais estratégica, vinculada ao negócio.

O objetivo principal da administração estratégica em recursos humanos é a otimização dos resultados finais da empresa e da qualidade dos talentos que a compõem. A atuação da área de RH precisa necessariamente estar alinhada ao planejamento estratégico da empresa e focada nos resultados do negócio.

De acordo com (BCG Perspectives, 2014) as organizações que contam com uma área de RH que demonstram forte capacidade em temas como: talento e liderança, comportamento e gestão da cultura e estrategia de RH, tendem a ter resultado econômico duas vezes maior do que aquelas com uma fraca gestão de recursos humanos.

Para que o setor de RH torne a ser estratégico os profissionais de recursos humanos devem evoluir em conhecimento e experiência, ampliando sua visão para o negócio como um todo e se aprimorando para serem os melhores pensadores da empresa sobre o lado humano e a organização da empresa.  

O modelo de Business Partner ou Parceiro do Negócio é um modelo de gestão estratégica da área de RH que atua com proximidade junto as áreas da empresa, buscando soluções e executando ações e práticas que contribuam para a estrategia do negocio. 

Os principais objetivos do modelo de Parceiro de Negócio em RH, são:

  • Aproximar o RH da estrategia do negocio;
  • Desenvolver sistemas, políticas, projetos e práticas de gestão de pessoas que possam dar suporte a estratégia;
  • Promover o alinhamento gerencial nos sistemas, políticas e práticas de gestão de pessoas;
  • Desenvolver os clientes internos em função gerencial e de liderança como gestores de pessoas;
Para que o modelo de BP funcione bem, ele precisa de uma estrutura organizada e integrada de processos, sistemas e pessoas. Sua estrutura precisa ser planejada para seu bom desenvolvimento e execução.

O planejamento precisa envolver o desdobramento das estratégias do negocio para alinhamento com os objetivos do RH, isto é, a elaboração do planejamento estratégico e dos indicadores da área, definições de como será o desenvolvimento e implantações de projetos, buscando alinhar as ações com a estratégia do negocio.

Para o êxito do BP, é necessário ainda que o RH não seja um setor isolado dos demais. A área de recursos humanos precisa se perceber como parte de um todo. Para que o modelo tenha sucesso, as praticas de RH precisam estar integradas as demais práticas agregando valor aos resultados da organização.

O papel do profissional de recursos humanos é ser um facilitador, orientado para dar suporte e apoiar as areas da organização. Entende-se que o papel do profissional de RH tem como alicerce, três pilares:

Pilar 1 - Atuar de forma consultiva

  • Oferecer atendimento dedicado;
  • Ter conhecimento do negócio da empresa;
  • Identificar necessidades e expectativas;
  • Idealizar e propor soluções;
  • Ter foco no resultado;
  • Atuar como guardião dos processos de RH e da cultura da empresa;

Pilar 2 - Atuar como um facilitador

  • Auxiliar os gestores a construírem conhecimento;
  • Ouvir contextualmente;
  • Atuar com flexibilidade e negociação;
  • Ser proativo;
  • Buscar junto com os clientes diferentes alternativas de solução;
Pilar 3 - Atuar como agente de mudança

  • Construir parcerias estratégicas dentro da empresa;
  • Ter visão sistêmica, entendendo as engrenagens da empresa;
  • Ser um incentivador da mudança e da inovação;
  • Buscar novas fontes de conhecimento;
  • Ter uma boa comunicação corporativa com todos os níveis;
  • Promover a melhoria dos processos de atendimento e práticas de RH;
O profissional de recursos humanos na implantação do modelo de Business Partner terá um papel desafiador, pois precisa estar comprometido com o negócio e em permanente alinhamento com as diretrizes gerais da empresa. Além disso, é salutar que tenha um perfil generalista, deve ter conhecimento amplo dos processos de gestão de pessoas e ser capaz de apresentar e debater soluções.

O impacto da atuação de um RH estratégico é enorme. O modelo de parceiro de negócio fortalece a ideia de um recursos humanos mais atuante e decisivo no sucesso da organização. É bem verdade que não existe uma receita de bolo, cada realidade apresenta seu desafio mas, é comprovado que um RH com atuação estratégica é capaz de influenciar o desempenho individual e da empresa melhorando aspectos de desenvolvimento e qualidade de vida.

De qualquer forma, é preciso encontrar a melhor forma para fazer isso acontecer. É preciso ter muito claro o cenário que está inserido, a cultura e o nível de maturidade para a implantação do modelo para, então, definir o melhor caminho. Mesmo que sua organização  ou área de trabalho ainda não tenham uma atuação estratégica, é válido dar os primeiros passos em busca desse objetivo.

"A transformação do RH em parceiro de negócio não deve ser um fim em si mesmo, mas um meio para um final estratégico totalmente orientado para o negócio"
Allen Brockbank

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Osvaldo Melo é psicólogo de formação com MBA em gestão de pessoas e coaching; vem atuando de forma generalista na área organizacional com gestão, planejamento e controle dos diversos processos e subsistemas de RH. Idealizador do blog RH Acima da Média, atualmente ministra disciplinas na pós graduação em gestão de pessoas da UNIFACOL e realiza palestras no âmbito das relações humanas, liderança e desenvolvimento profissional em escolas, faculdades, institutos, igrejas e empresas.

quinta-feira, 19 de março de 2020

O papel do gestor de pessoas em casos de epidemias como o Coronavírus


O papel do gestor de pessoas diante do Coronavírus

No exato momento em que escrevo esse texto, muitos dos meus colegas de trabalho, amigos, familiares e vizinhos se encontram no minimo preocupados com os últimos acontecimentos e a crise que se desenha diante de nós devido a grande propagação e os casos de infecção e mortes confirmados pela COVID 19 (Coronavírus) no Brasil e no mundo.

Estamos beirando a histeria coletiva e não é para menos. Somos bombardeados de notícias a todo momento, os meios de comunicação ávidos em informar, em algumas situações exageram na abordagem e acabam gerando ansiedade, estresse e pânico na população. A desinformação, fake news, exploração da situação em beneficio próprio também tem prejudicado bastante os esforços propostos para ampliar as medidas preventivas necessárias para esse momento.

De fato, é uma situação extremamente difícil nos aspectos sociais e econômicos como um todo. Algo talvez nunca antes visto desde a segunda guerra mundial.

Diante de toda essa realidade, me deparo enquanto psicólogo e gestor de RH na responsabilidade de refletir sobre tudo isso, buscando informação nos órgãos oficiais, mantendo a calma, agindo de forma propositiva orientando os gestores e colaboradores da minha empresa de forma estratégica alinhada a real necessidade. 

Cada ramo de atuação tem sido impactado de maneira distinta e por todos os lados estamos precisando tomar decisões difíceis. Empresas sendo fechadas, faturamentos caindo ladeira abaixo e não se há muita certeza de como vai ser o desenrolar dos fatos nos próximos dias. 

A unica coisa certa nesse momento é a necessidade de fazermos a nossa parte por nós mesmos e principalmente pelo coletivo visando minimizar ao máximo todos os danos causados por essa crise.

A liderança tem papel fundamental para que o número de casos não suba ainda mais, e também no auxilio daquelas pessoas que acabam se sentindo paralisadas, com medo e sem saber como agir.

Em primeiro lugar é importante conscientizar acerca das medidas gerais de contenção:
  • Informação correta e conscientização;
  • Cuidados na higiene pessoal e do ambiente;
  • Evitar aglomerações de pessoas;
  • Evitar sair de casa nesse período;
  • Não cumprimentar as pessoas;
Em seguida, é importante os gestores buscarem:
  • Manter a calma e acompanhar as orientações dadas pelas autoridades públicas;
  • Oferecer estrutura necessária como Banheiros limpos, pias e sabão para lavagem das mãos, EPI, álcool em gel, entre outros;
  • Conscientizar os colaboradores sobre as medidas adotadas pela empresa e governo;
  • Tranquilizar os colaboradores quanto a disseminação do vírus;
  • Ajudar na vigília da higienização da empresa e dos profissionais;
  • Não rotular colaboradores com caso suspeito ou confirmado da doença;
  • Consultar as legislações e jurídico pautando a empresa para a melhor alternativa;
  • Identificar os grupos de maior vulnerabilidade e propor medidas preventivas necessárias;
  • Se a empresa optar para trabalhar em home office passar a responsabilidade das entregas;
  • Ser ponto focal de segurança em caso de dúvidas ou outras solicitações;
  • Ajudar o corpo diretivo na tomada de decisão;
  • Entre outras ações que podem ser seguidas a depender das necessidades;
É importante a liderança ter empatia, mostrando para o time que se importa, entende e respeita a situação atual. É preciso ter coragem, confiança e positividade para encarar esse momento com equilíbrio e profissionalismo. Resiliência e serenidade também precisam ser praticadas, saber manter o controle emocional é de extrema importância para que o estresse e a negatividade não atrapalharem o raciocínio e a resolução de problemas.

Em um cenário como esse, a liderança, assim como o RH tem um papel de suporte fundamental para garantir a proteção e segurança dos colaboradores. O novo coronavírus provou ser letal para idades específicas e precisa ter atenção, afinal os colaboradores contaminados levam a doença para dentro de suas casas e espaços.

Que a gente possa ter a postura necessária para adotar as medidas de precaução. Em breve voltaremos a nossa rotina normal de trabalho, vida, lazer e relacionamento social. Faça o que precisa ser feito!
"A Crise é o grande momento do líder"
Bill George, empresário e professor da Harvard University

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Osvaldo Melo é psicólogo de formação com MBA em gestão de pessoas e coaching; vem atuando de forma generalista na área organizacional com gestão, planejamento e controle dos diversos processos e subsistemas de RH. Idealizador do blog RH Acima da Média, atualmente ministra disciplinas na pós graduação em gestão de pessoas da UNIFACOL e realiza palestras no âmbito das relações humanas, liderança e desenvolvimento profissional em escolas, faculdades, institutos, igrejas e empresas.

segunda-feira, 16 de março de 2020

Em breve podcast novo no ar!


Podcast do RH Acima da Média em breve!

Nosso blog está prestes a lançar o mais novo podcast de recursos humanos e gestão de pessoas da região. Você já é mais que convidado para nos seguir nessa trilha de conhecimento!

Se a tua praia é curtir conteúdos legais sobre RH, dicas de carreira, liderança, entrevistas com gente da área num bate papo leve e descontraído, dá uma conferida no nosso material!

Você pode ter acesso através do Spotify clicando AQUI.

Ou se preferir, pode acessar alguma das principais plataformas disponíveis:

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Escolha a sua preferida e vem!

quarta-feira, 11 de março de 2020

Como os gestores de pessoas se sentem em relação ao trabalho

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos traz dados surpreendentes.



Recentemente a revista VocêRH fez um post de uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Recursos Humanos que buscava saber como os gestores de pessoas se sentiam em relação ao trabalho. Achei o resultado surpreendente.. 70% Não estão plenamente realizados com o que fazem; 28% Dizem ter um senso claro de direção em seu trabalho; 23% Estão contentes com as relações no trabalho; 18% Sentem-se reconhecidos pelos seus colegas; 15% Estão satisfeitos com a própria saúde;
"Nós gestores estamos cuidando das pessoas e esquecendo de nós?"


De fato, a liderança é um tema desafiador para cada gestão devido ao papel que os lideres representam como referência a suas equipes e a eficacia para com os mesmos na organização. Em grande parte, os lideres são os responsáveis pelo sucesso ou insucesso de todo o time, trazendo para si o peso da responsabilidade que é gerar resultados através das pessoas.

Liderar não é algo tão simples porque exige uma certa maturidade para gerir sentimentos e emoções em um cotidiano muitas vezes repleto de desafios e pressões. Particularmente, considero o papel de liderar uma arte por toda sua engrenagem e complexidade. É claro que muitos consideram um privilegio poder servir através da liderança, mas para outros, quando a atuação é danosa e desmotivada, as dores dessa atividade ficam muito mais evidentes promovendo diversidade de sintomas ruins no profissional.

Diante do cenário apresentado na pesquisa, é no minimo preocupante a grande quantidade de gestores que não estão plenamente realizados com o que fazem. A que se deve isso? O que explica tão alta insatisfação? Qual será o reflexo disso para a equipe e para a organização?

O objetivo aqui, pelo menos nesse artigo, não é responder tais questionamentos, mas sim, jogar luz sobre essa realidade que parece ser mais comum do que imaginamos, gestores que não se sentem reconhecidos e que aos poucos estão sucumbindo na carreira. O gestor que deseja ir além, superar suas dores, precisa se autoconhecer, identificar suas fragilidades e transformar os desafios em oportunidades.

Acredito que a maturidade trazida pela experiência profissional nos ajuda a lidar melhor com os desafios da caminhada gerencial, mas para além disso, é preciso desenvolver a tão falada e pouco praticada inteligência emocional que ajuda a ampliar a nossa capacidade de controlar as emoções, canalizar energias, lidar com frustrações, mantendo a concentração e foco mesmo em situações adversas.

A inteligência emocional é um grande diferencial para os gestores modernos e pode auxiliá-los a se relacionar melhor com o seu oficio. Uma boa dica é investir num processo de coaching para desenvolvimento, quem sabe até uma terapia para autoconhecimento e promoção da saúde mental.. procurar focar mais nos aspectos positivos do trabalho, pensar em reverter e não desistir, ocupar-se sempre com algo produtivo e que fomente ideias acabam sendo armas poderosas de prevenção e de busca pela automotivação.

Além de tudo isso, é necessário também repensar um pouco a atuação do gestor de pessoas. Seus superiores e subordinados devem encorajá-lo e ajudá-lo a buscar equilíbrio de propósito, alinhamento de carreira e satisfação no trabalho. Entender que, assim como todos, o gestor é um ser humano com limitações ajuda a promover empatia e crescimento mútuo. O mercado tem mudado tanto nas ultimas décadas que esse alinhamento pessoal/profissional se torna elemento essencial para a superação dos traumas e dilemas oriundos da carreira do gestor. O apoio da equipe e dos colegas de trabalho acaba sendo um alento fortalecedor em sua caminhada capaz de fazer total diferença.

É importante sempre refletir: o RH cuida de todos, mas quem cuida do RH? O gestor cuida de todos, mas quem cuida do gestor?


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Osvaldo Melo é psicólogo de formação com MBA em gestão de pessoas e coaching; vem atuando de forma generalista na área organizacional com gestão, planejamento e controle dos diversos processos e subsistemas de RH. Idealizador do blog RH Acima da Média, atualmente ministra disciplinas na pós graduação em gestão de pessoas da UNIFACOL e realiza palestras no âmbito das relações humanas, liderança e desenvolvimento profissional em escolas, faculdades, institutos, igrejas e empresas.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Os primeiros passos para sair da média


O que será que faz algumas pessoas serem tão medianas?

A historia da média começa a contaminar nosso cérebro desde quando entramos na escola. O modelo educacional é todo em torno de uma média. Você lembra que precisava dela, a "média", para ser aprovado na matéria. Lembra que quando ia ruim em alguma disciplina começava a fazer cálculos para saber o quão distante você estava da tão sonhada e necessária "média". Ela era suficiente.

No geral, nosso sistema educacional não estimula muito as pessoas e elas acabam se conformando em estarem na média. São aprovadas quando estão na média, quando vão pro vestibular, precisam de uma média, e depois, para se formarem, também precisam de uma média. E logo depois, quando saem da universidade quase sempre não conseguem realizar seus objetivos pessoais e/ou profissionais somente estando na média. Do lado de fora, diante da realidade dura, se percebe que para se destacarem, precisam sair da média, precisam ir além.

"Parece simples, mas estamos falando de um dilema muito grande".

Muito do que é admirável e transformador no mundo que conhecemos foi feito por pessoas acima da média. Nosso Smartphone foi feito por uma empresa extraordinária, a revolução da tecnologia e os meios de comunicação estão sendo desenvolvidos por empresas e pessoas extraordinários, tantas e tantas figuras de liderança que foram importantes e marcaram a historia, que não só reconheceram a necessidade, mas também decidiram dar os primeiros passos indo além do esperado, agindo de forma surpreendente e dando resultados impactantes. 

Estar fora da média é um grande barato. Mas, para isso, temos que ter atitudes fora da média. Parece obvio, concordam comigo? Entretanto, como teremos atitudes fora da média se fomos treinados a termos atitudes dentro da média? A contradição existe e só conseguimos nos livrar disso quando escolhemos sair da "manada", Quando conseguimos nos "desgarrar do rebanho" que aparentemente é o lugar mais confortável, onde as pessoas se sentem mais protegidas.

Sair desse lugar as vezes dá trabalho, quem sente prazer em sair de sua zona de conforto? sair daí exige um pouco de inconformidade e também de coragem. Além da superação pessoal, é preciso entender que nesse processo há também um risco. Quando se toma a iniciativa de sair da média, o mundo tende a nos criticar, chamar de maluco, nem sempre haverá apoio dos familiares e amigos. Fora da média, temos a chance de "bombar" mas também, temos a chance de "se ferrar" e tanto essa exposição, quanto esse risco não costumam ser bem administrado pelas pessoas.

Você deve estar se perguntando: "caso eu não queira assumir o risco de mudar, não quero sair da minha zona de conforto, a média já é suficiente para mim, tem algum problema nisso?". É claro que não! Não tem nenhum problema. De repente a pessoa tem que decidir, se ela não quer se sentir desconfortável, as vezes de fato ela prefere não pagar o preço de tudo isso e o ideal é permanecer em sua zona de conforto mesmo. Não tem nenhum problema em ser uma "pessoa básica" ou um "profissional básico", não há nenhum problema em pagar suas contas, viver dignamente de maneira honesta dentro da média. 

Ninguém deixa de ser digno ou será considerado um profissional ruim porque realiza um trabalho dentro da média. Não tem nenhum problema estar dentro da média. Aliás, não é tão ruim estar dentro da média se você pensar que a grande maioria do mundo vive abaixo da média. Agora, se você quer algo a mais do que a média, de fato deseja ir além, é importante refletir e entender que tipo de padrão de comportamento você tem reproduzido. Suas atitudes são reflexos de alguém que está na média ou fora da média? Ter a percepção disso é o primeiro passo para se situar no processo.

Uma grande parte de nós já teve ou tem contato com pessoas que possuem resultados bem acima da média e que foram ou são admirados por seus familiares, amigos, equipes, superiores e parceiros. Eles são tão cativantes e competentes que costumam marcar positivamente a vida de outras pessoas. Seus trabalhos, projetos, e ações costumam ser relevantes e fazem a diferença onde estiverem inseridos. Eles são tão diferenciados que se tornam referencias em suas áreas.

Como disse, reconhecer meu padrão de comportamento é o primeiro passo na busca de me tornar uma pessoa acima da média. Colocar todo nosso potencial pra fora não é fácil, mas claro que é possível. Sem dúvida vai requerer treino, perseverança, ousadia, disciplina, estratégias e tantas outras ações.. mas o mais legal nisso tudo é se perceber na caminhada e o quanto a gente consegue se superar e evoluir.

É interessante, destacar de forma resumida algumas características que são comuns as pessoas acima da média. A ideia é refletir sobre tais características e buscar se perceber nelas:

  • Visão de futuro, que está atrelada a capacidade de ter um propósito significativo e ainda compartilhá-lo de forma agregadora com todos a sua volta. 
  • A credibilidade, que é a capacidade de pensar, sentir e agir de forma coerente e justa gerando confiança e clareza.
  • O relacionamento mobilizador, que nos leva a se comunicar e se relacionar com todos de forma igual gerando vínculos mobilizadores.
  • E, por ultimo, o autoconhecimento elevado, que nos faz saber exatamente quem somos, nossas qualidades e defeitos, nos deixando sensíveis e humildes em relação a nós mesmos e ao outro. 
"O que já temos em nós e o que ainda precisa ser desenvolvido?"
O reconhecimento de onde me encontro hoje, a tomada de decisão necessária e o desenvolvimento dessas características começam a nos movimentar em prol de uma vida acima da média. É claro que cada um precisa trilhar seu próprio caminho, assumir as responsabilidades da jornada, encarando de frente a sua estrada que é única e possui seus próprios desafios, mas nada disso costuma ser obstaculo suficiente para aqueles que estão obstinados querem dar o primeiro passo em busca de ir além. 

Partiu, ser alguém acima da média!


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Osvaldo Melo é psicólogo de formação com MBA em gestão de pessoas e coaching; vem atuando de forma generalista na área organizacional com gestão, planejamento e controle dos diversos processos e subsistemas de RH. Idealizador do blog RH Acima da Média, atualmente ministra disciplinas na pós graduação em gestão de pessoas da UNIFACOL e realiza palestras no âmbito das relações humanas, liderança e desenvolvimento profissional em escolas, faculdades, institutos, igrejas e empresas.






sábado, 7 de março de 2020

RH Acima da Média



RH Acima da média é RH que vai além.

Olá amigos!
Me chamo Osvaldo, td bem?

Primeiro quero dar boas vindas a você que visita nosso blog @acimadamedia_rh

Depois, quero te explicar um pouco do que me levou a criar esse canal de comunicação, além do instagram e futuramente o podcast.

Tudo começou dez anos atrás quando era estagiário de uma metalúrgica e fui convidado a participar do processo de seleção interna para vaga de auxiliar de RH. Ali foi o início desse relacionamento sério e firme que tenho com a área de recursos humanos até os dias de hoje rs.

O tempo passou, nossa atuação foi se tornando cada vez mais estratégica e começamos a perceber algumas dores oriundas das dificuldades e desafios enfrentados na atuação do gestor de pessoas. Essa realidade e vivencia na área de RH nos motivou a querer compartilhar histórias e aprendizados com outras pessoas e também ouvi-las em suas experiências criando uma rede de relacionamentos que tem como propósito fortalecer ainda mais o desenvolvimento humano e profissional da gestão de pessoas em nossa região.

É evidente a grande e positiva mudança que a área de RH vem passando, com sua modernização e influencia junto ao negócio se tornando cada vez mais essencial. Isso tem sido muito bom! a partir daqui, entendemos que a troca de experiências através de novos conhecimentos pode nos auxiliar a acompanhar tais mudanças e cada vez mais sermos um RH Acima da Média. 

A ideia do blog, insta e podcast é promover conteúdo, compartilhar material e falar sobre esse universo que tanto amamos que é o mundo RH. Queremos que todo setor de recursos humanos seja um RH que vai além do básico, que cada gestor de pessoas possa de fato fazer a diferença em sua atuação, compartilhando aqui com a gente suas boas práticas, dicas de carreira, ensinamentos e toda sorte de informação que possa ajudar outras pessoas a atingirem o seu próximo nível. 

Se você é Rh, psicólogo, Adm, treinador, consultor, gestor de pessoas ou simplesmente um apaixonado por gente, aqui é o lugar certo para gente se encontrar. Vamos juntos :)

Abraço!
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Osvaldo Melo é psicólogo de formação com MBA em gestão de pessoas e coaching; vem atuando de forma generalista na área organizacional com gestão, planejamento e controle dos diversos processos e subsistemas de RH. Idealizador do blog RH Acima da Média, atualmente ministra disciplinas na pós graduação em gestão de pessoas da UNIFACOL e realiza palestras no âmbito das relações humanas, liderança e desenvolvimento profissional em escolas, faculdades, institutos, igrejas e empresas.